Histórias de católicos que se opuseram a Hitler
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«A tarefa que a historiografia tem pela frente sobre este tema ainda está, em grande parte, por cumprir, e consiste em dizer ao mundo que houve homens e mulheres mais fortes do que o ódio nazi, homens, mulheres e crianças que tentaram evitar com as próprias mãos, no seu âmbito limitado, o Holocausto – a imensa tragédia que devorou seis milhões de judeus –, resistindo e lutando contra o velho preconceito antissemita que continua a vir ocasionalmente à tona, cobrindo a história de vergonha. Entre eles, muitos eram crentes e viveram plenamente a imitatio Christi no meio da tempestade nazi, fazendo da sua descida à Terra não um presídio de omnipotência, mas uma tumultuosa travessia pelos caminhos poeirentos de uma verdade não violenta e de uma fidelidade humana (demasiado humana!) à misericórdia, à caridade e à justiça social. Consciências livres, que não quiseram curvar-se ao culto da idolatria do poder e que, por isso, foram perseguidas, encarceradas e condenadas à morte após julgamentos que foram farsas.
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A publicação desta obra insere-se na coleção «Calcutá» no âmbito da chancela Lucerna. Com esta coleção, deseja-se lembrar e homenagear a memória de Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, hoje Santa Teresa de Calcutá, destina-se à publicação de obras literárias e académicas consideradas fundamentais no âmbito da reflexão histórica, filosófica e teológica cristã.
Nascida no seio de uma família protestante da classe média norte-americana, Dorothy Day tornou-se sufragista, escritora social e política e, mais tarde, uma conhecida ativista católica.
Fundou uma espécie de movimento espiritual do século XX, com uma rede de casas de acolhimento e jornais que abrangia todo o território dos EUA e cujo propósito era alimentar os famintos e acolher os pobres, os vulneráveis, os doentes e os necessitados, no espírito da caridade cristã.
Diz quem a conheceu que ansiava por respostas para as grandes questões: como devemos viver esta vida, onde, de que maneira e com que propósito? E encontrou-as não só nos romances e pinturas que tanto admirava, mas também, e acima de tudo, na Bíblia, na vida dum pregador itinerante e curandeiro que morreu numa cruz, com um ladrão de cada lado, há quase 2000 anos, na Palestina controlada pelos Romanos.
Publicações: «A longa solidão» de Dorothy Day, uma reflexão que «concretiza o cristianismo» (c/vídeo)
Ecclesia 11-06-2019: A Longa Solidão
Radio Renascença 14-06-2019 : https://rr.sapo.pt/noticia