Histórias de católicos que se opuseram a Hitler
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«A tarefa que a historiografia tem pela frente sobre este tema ainda está, em grande parte, por cumprir, e consiste em dizer ao mundo que houve homens e mulheres mais fortes do que o ódio nazi, homens, mulheres e crianças que tentaram evitar com as próprias mãos, no seu âmbito limitado, o Holocausto – a imensa tragédia que devorou seis milhões de judeus –, resistindo e lutando contra o velho preconceito antissemita que continua a vir ocasionalmente à tona, cobrindo a história de vergonha. Entre eles, muitos eram crentes e viveram plenamente a imitatio Christi no meio da tempestade nazi, fazendo da sua descida à Terra não um presídio de omnipotência, mas uma tumultuosa travessia pelos caminhos poeirentos de uma verdade não violenta e de uma fidelidade humana (demasiado humana!) à misericórdia, à caridade e à justiça social. Consciências livres, que não quiseram curvar-se ao culto da idolatria do poder e que, por isso, foram perseguidas, encarceradas e condenadas à morte após julgamentos que foram farsas.
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Um conjunto de intelectuais e artistas de primeiríssimo plano, ligados a diferentes religiões e tradições culturais, aceitaram falar das suas reflexões pessoais acerca de Deus e dialogar sobre as respostas mais íntimas para as grandes interrogações da existência humana.
Martin Scorsese, Jane Fonda, David Lynch, Paul Auster ou Salman Rushdie revelam posicionamentos muito diferentes, que vão desde as conversas quotidianas com Deus e a perplexidade em relação à sua existência até à convicção de que Ele está total e friamente ausente.
«O catolicismo assumiu uma importância extraordinária em toda a minha vida, e diria que o meu cinema se tornaria inconcebível sem a presença da religião.»
Martin Scorsese
«Descobri a grandeza do universo cristão muito recentemente e fiquei surpreendida com a dimensão da ignorância que há a respeito dele.»
Jane Fonda
«[…] cada um de nós tem dentro de si o potencial para a revelação, e para intuir a presença do divino.»
David Lynch