Histórias de católicos que se opuseram a Hitler
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«A tarefa que a historiografia tem pela frente sobre este tema ainda está, em grande parte, por cumprir, e consiste em dizer ao mundo que houve homens e mulheres mais fortes do que o ódio nazi, homens, mulheres e crianças que tentaram evitar com as próprias mãos, no seu âmbito limitado, o Holocausto – a imensa tragédia que devorou seis milhões de judeus –, resistindo e lutando contra o velho preconceito antissemita que continua a vir ocasionalmente à tona, cobrindo a história de vergonha. Entre eles, muitos eram crentes e viveram plenamente a imitatio Christi no meio da tempestade nazi, fazendo da sua descida à Terra não um presídio de omnipotência, mas uma tumultuosa travessia pelos caminhos poeirentos de uma verdade não violenta e de uma fidelidade humana (demasiado humana!) à misericórdia, à caridade e à justiça social. Consciências livres, que não quiseram curvar-se ao culto da idolatria do poder e que, por isso, foram perseguidas, encarceradas e condenadas à morte após julgamentos que foram farsas.
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«A Igreja e a arte sempre caminharam juntas ao longo da história, deixando marcas tanto no património que herdámos como nas expressões contemporâneas que continuam a brotar do encontro entre a fé e a criatividade humana. [Esta] coletânea de textos […] nasce do desejo de valorizar essa relação e de reconhecer que, por vezes, a Igreja e o mundo artístico parecem seguir caminhos distintos, o que nem sempre facilita o diálogo […]. A ordenação cronológica dos documentos ajuda a perceber a continuidade e a evolução deste diálogo, desde o Papa Pio XII até ao Papa Francisco. Entre discursos, mensagens e homilias, encontramos reflexões sobre o papel da arte na evangelização, o sentido cristão da beleza e o contributo dos artistas para a cultura e a espiritualidade do nosso tempo.
[…] Embora dirigido principalmente aos artistas, este livro interessa também a teólogos, a estudiosos da relação entre a fé e a cultura e a todos os que procuram compreender o verdadeiro significado da beleza. Que estas páginas possam inspirar novos diálogos e novas obras de arte que sejam expressão da Bondade, da Beleza e da Verdade, cuja fonte última é Deus».