Histórias de católicos que se opuseram a Hitler
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«A tarefa que a historiografia tem pela frente sobre este tema ainda está, em grande parte, por cumprir, e consiste em dizer ao mundo que houve homens e mulheres mais fortes do que o ódio nazi, homens, mulheres e crianças que tentaram evitar com as próprias mãos, no seu âmbito limitado, o Holocausto – a imensa tragédia que devorou seis milhões de judeus –, resistindo e lutando contra o velho preconceito antissemita que continua a vir ocasionalmente à tona, cobrindo a história de vergonha. Entre eles, muitos eram crentes e viveram plenamente a imitatio Christi no meio da tempestade nazi, fazendo da sua descida à Terra não um presídio de omnipotência, mas uma tumultuosa travessia pelos caminhos poeirentos de uma verdade não violenta e de uma fidelidade humana (demasiado humana!) à misericórdia, à caridade e à justiça social. Consciências livres, que não quiseram curvar-se ao culto da idolatria do poder e que, por isso, foram perseguidas, encarceradas e condenadas à morte após julgamentos que foram farsas.
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Este livro dá-nos a conhecer mendigos, toxicodependentes, budistas, diretores de bancos, professores de Filosofia, mães adolescentes, desportistas… Ao passear pelos misteriosos caminhos dum bairro, descobrimos algo surpreendente: o que aconteceu para que um antigo mendigo da rua seja hoje um evangelizador ardente? Como se converte um alcoólico tão triste num santo feliz?
«Desejo afirmar, com mágoa», recorda o Papa Francisco, «que a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé».
Os pobres pedem, e os pobres dão. E ensinam-nos muito, porque, por detrás das suas vidas desafortunadas e feridas, brilha o esplendor de Cristo, que Se fez pobre e veio evangelizar os pobres. Deus atua mais naqueles que chamam por Ele dia e noite.
Estas páginas desafiam-nos a atravessar a ponte que nos une aos outros, aos que consideramos aleijados, àqueles de quem nos custa cuidar, aos que a nossa sensibilidade afasta, aos que nos parecem perdidos, àqueles que não gostaríamos que nos metessem em nossa casa, aos que nos dão pena mas pelos quais nada fazemos ao passar ao seu lado.
O mistério do outro está à nossa espera.
Falta-nos dar o primeiro passo.