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“As minhas memórias de José são tão pessoais que me sinto perturbado cada vez que delas falo. Por mais que os irmãos insistissem, sempre fui parco em palavras. Depois, nunca consigo recordar esses momentos sem me emocionar profundamente. Sinto agora que é meu dever, no ocaso da vida, não guardar para mim o tesouro que vivi. Tentarei não ocultar nada para que … toda a Igreja que se reúne em vossa casa possam conhecer um pouco melhor esse homem justo, forte e amável que foi o pai do Filho de Deus. E que foi também um pai para mim, a quem devo tudo o que sou.”
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«A Igreja e a arte sempre caminharam juntas ao longo da história, deixando marcas tanto no património que herdámos como nas expressões contemporâneas que continuam a brotar do encontro entre a fé e a criatividade humana. [Esta] coletânea de textos […] nasce do desejo de valorizar essa relação e de reconhecer que, por vezes, a Igreja e o mundo artístico parecem seguir caminhos distintos, o que nem sempre facilita o diálogo […]. A ordenação cronológica dos documentos ajuda a perceber a continuidade e a evolução deste diálogo, desde o Papa Pio XII até ao Papa Francisco. Entre discursos, mensagens e homilias, encontramos reflexões sobre o papel da arte na evangelização, o sentido cristão da beleza e o contributo dos artistas para a cultura e a espiritualidade do nosso tempo.
[…] Embora dirigido principalmente aos artistas, este livro interessa também a teólogos, a estudiosos da relação entre a fé e a cultura e a todos os que procuram compreender o verdadeiro significado da beleza. Que estas páginas possam inspirar novos diálogos e novas obras de arte que sejam expressão da Bondade, da Beleza e da Verdade, cuja fonte última é Deus».