O acompanhamento espiritual
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«Hoje mais do que nunca precisamos de homens e mulheres que conheçam, a partir da sua experiência de acompanhamento, o modo de proceder onde reinem a prudência, a capacidade de compreensão, a arte de esperar, a docilidade ao Espírito, para no meio de todos defender as ovelhas a nós confiadas dos lobos que tentam desgarrar o rebanho. Precisamos de nos exercitar na arte de escutar, que é mais do que ouvir. Escutar, na comunicação com o outro, é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não existe um verdadeiro encontro espiritual.» (Evangelii Gaudium, 171)
Conta comigo é um convite do próprio Deus a que não fiquemos sós; a escutar a sua voz e a ser escutado por Ele; a descansar junto do Bom Pastor através do belíssimo diálogo do acompanhamento espiritual.
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«[…] um frade e sacerdote capuchinho que viveu no século passado, num pequeno convento perdido na província de Foggia, poderia dizer algo importante ao homem frenético e tecnológico do século XXI? A resposta afirmativa foi-me dada assim que li as palavras inflamadas que o Padre Pio dirigiu nos seus diálogos, na direção espiritual das pessoas comuns, às figuras mais importantes, aos seus confrades. E assim decidi-me a contar tudo isso através das suas próprias palavras, para evitar restituir um tal tesouro de humanidade e espiritualidade corrompendo-o ou adaptando-o.
A única operação de relevo que encontrareis é a escolha de agrupar essas pérolas de santidade por temas ascéticos, de vida interior, de vida de piedade, para tornar mais fácil a consulta. Escolhi espaçar os escritos em frases curtas, algumas lapidares e incisivas (segundo o seu estilo), para restituir ao homem de hoje, com imediação, o vigor e a profundidade das suas palavras que, como dardos, penetram no coração e na inteligência do leitor e provocam aquilo a que o Papa Bento XVI chamou a «cisão nuclear que o ser leva no seu íntimo», referindo-se ao ato de amor de Jesus que Se doa totalmente a nós no sacrifício da Cruz, renovado de forma incruenta na Santa Missa, transformando a violência em amor e por conseguinte a morte em vida.»
Claudio Aurelio Marcellino, na «Introdução»