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Uma Só Palavra, a peça original a que o presente volume dá pela primeira vez forma pública, constitui uma surpreendente criação dramatúrgica, onde a ficção cénica se alimenta da memória histórica, transfigurando-a, graças ao gesto da escrita inventiva. Joana Liberal, escritora e atriz, docente universitária e investigadora em Direito, convida-nos a esse exercício livre da imaginação guiada pelo rigor inquieto da evocação histórica, num domínio de estudos em que é especialista, e que em Uma só palavra partiu de um convívio prévio, enquanto pesquisadora e biógrafa, com o percurso do diplomata português José Manuel Pinto de Sousa (1754-1818), que serviu de modelo para a personagem central de Miguel de Sousa. A autora modificou subtilmente o nome próprio, acentuando que este Miguel é uma personagem da sua ficção cénica, mesmo que essa mesma ficção tenha por estímulo de partida uma personalidade histórica que ocupou o palco dos vivos, e fez um trânsito existencial análogo ao de Miguel de Sousa, conduzindo-o a Coimbra académica e lusitana à Roma nevrálgica do xadrez político europeu, em tempo de ofensiva napoleónica. Mas nesse tempo de invasões bélicas que sequestram a cidade-cérebro do mundo católico, é da arte teatral que, na fábula da peça, irrompe o gesto ético mais espantoso e radical, operado pelo personagem de Tiago, um ator português e carismático em terras de Itália, invenção magnífica de Joana Liberal. A finalidade sem fim da criação artística pode ela ser o espaço gerador do mais desprendido e salvífico dos gestos, em que o ator protagoniza, na sua vida a prazo, o deliberado sacrifício de si em nome dessa modalidade de amor chama amizade?
A Arte de Ajudar recolhe a sabedoria dum grande mestre do acompanhamento espiritual – o Pe. José Kentenich (1885-1968), fundador do Movimento pedagógico e espiritual de Schoenstatt – e confirma essa sabedoria à luz da experiência psicoterapêutica comprovada de um dos mais conhecidos psicólogos americanos do século XX e um dos principais expoentes da psicologia humanista, Carl R. Rogers (1902-1987).
Como professor de Teologia Pastoral, Alexandre Awi Mello apercebeu-se claramente da necessidade de um maior desenvolvimento teórico e prático da psicologia pastoral como parte essencial da formação humana e pastoral dos teólogos e pastores. E está bem ciente de que o acompanhamento espiritual pode dar um contributo essencial para essa área do saber teológico.
Tendo vindo a aumentar em muitos lugares a procura de formação prática para a escuta de casais, jovens e todo o tipo de pessoas que chegam às comunidades procurando ser escutadas, aconselhadas e acompanhadas nos seus momentos de crise, de decisão ou em qualquer outra necessidade pessoal, é urgente que haja leigos, religiosos e sacerdotes que estejam efetivamente capacitados para prestarem um melhor serviço de acolhimento nas comunidades, colocando-se à disposição de quem os procura para oferecerem um valioso e insubstituível serviço de escuta ou de acompanhamento.