Guia para meditação pessoal e orientação de retiros
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A conversão de São Paulo marcou uma viragem radical na sua vida e na história da humanidade. O que quer que tenha acontecido na estrada de Damasco, foi uma experiência tão impressionante que transformou o mais apaixonado opositor da Igreja dos primeiros tempos num dos seus mais relevantes paladinos. Os conhecimentos consideráveis que ele tinha da lei judaica ajudaram-no a explicar como Jesus podia ser Cristo e a sua familiaridade com a cultura dos gentios facilitou as inúmeras conversões que suscitou um pouco por todo o Império Romano. A sua pregação incessante, os seus textos vigorosos, as longas viagens que fez e os sacrifícios pessoais que suportou deixaram-nos um legado perene que ainda hoje é orientação fundamental para a Igreja. Além disso, a sua experiência pessoal deixou-nos o testemunho de que a conversão não é um acontecimento único, mas sim um compromisso para a vida.
«[…] um frade e sacerdote capuchinho que viveu no século passado, num pequeno convento perdido na província de Foggia, poderia dizer algo importante ao homem frenético e tecnológico do século XXI? A resposta afirmativa foi-me dada assim que li as palavras inflamadas que o Padre Pio dirigiu nos seus diálogos, na direção espiritual das pessoas comuns, às figuras mais importantes, aos seus confrades. E assim decidi-me a contar tudo isso através das suas próprias palavras, para evitar restituir um tal tesouro de humanidade e espiritualidade corrompendo-o ou adaptando-o.
A única operação de relevo que encontrareis é a escolha de agrupar essas pérolas de santidade por temas ascéticos, de vida interior, de vida de piedade, para tornar mais fácil a consulta. Escolhi espaçar os escritos em frases curtas, algumas lapidares e incisivas (segundo o seu estilo), para restituir ao homem de hoje, com imediação, o vigor e a profundidade das suas palavras que, como dardos, penetram no coração e na inteligência do leitor e provocam aquilo a que o Papa Bento XVI chamou a «cisão nuclear que o ser leva no seu íntimo», referindo-se ao ato de amor de Jesus que Se doa totalmente a nós no sacrifício da Cruz, renovado de forma incruenta na Santa Missa, transformando a violência em amor e por conseguinte a morte em vida.»
Claudio Aurelio Marcellino, na «Introdução»