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Diz-se que a Maçonaria não impõe nenhum «princípio», pretendendo antes reunir, para lá das fronteiras das diversas religiões e visões do mundo, homens e mulheres de boa vontade, na base de valores humanistas compreensíveis e aceitáveis por todos. A Maçonaria será, assim, um instrumento de coesão para todos quantos acreditam no «Arquiteto do Universo» e se sentem comprometidos com as orientações morais fundamentais definidas, por exemplo, no Decálogo. Não afastará ninguém da sua religião, podendo mesmo constituir, para alguns, um estímulo para uma maior adesão a ela. Que dizer de tudo isto? A fé cristã será conciliável com a Maçonaria? Qual é a posição da Igreja Católica em relação a esta questão? Eis a problemática abordada de forma contundente e esclarecedora por Dominique Rey, bispo da diocese de Fréjus-Toulon, em França.
«A Igreja e a arte sempre caminharam juntas ao longo da história, deixando marcas tanto no património que herdámos como nas expressões contemporâneas que continuam a brotar do encontro entre a fé e a criatividade humana. [Esta] coletânea de textos […] nasce do desejo de valorizar essa relação e de reconhecer que, por vezes, a Igreja e o mundo artístico parecem seguir caminhos distintos, o que nem sempre facilita o diálogo […]. A ordenação cronológica dos documentos ajuda a perceber a continuidade e a evolução deste diálogo, desde o Papa Pio XII até ao Papa Francisco. Entre discursos, mensagens e homilias, encontramos reflexões sobre o papel da arte na evangelização, o sentido cristão da beleza e o contributo dos artistas para a cultura e a espiritualidade do nosso tempo.
[…] Embora dirigido principalmente aos artistas, este livro interessa também a teólogos, a estudiosos da relação entre a fé e a cultura e a todos os que procuram compreender o verdadeiro significado da beleza. Que estas páginas possam inspirar novos diálogos e novas obras de arte que sejam expressão da Bondade, da Beleza e da Verdade, cuja fonte última é Deus».