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Neste livro da série de pensamentos do Papa Bento XVI coligiram-se as reflexões do Santo Padre sobre o sacerdócio por ocasião do Ano Sacerdotal instituído em honra de São João Maria Vianney, no 150.º aniversário da morte do Santo Cura de Ars, que se inicia no dia 19 de Junho de 2009 e se concluirá a 19 de Junho de 2010. A data do começo desta iniciativa coincide com a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, ocorrência em que a Igreja celebra o Dia Mundial pela Santificação dos Sacerdotes. É o próprio Papa Bento XVI quem explica o significado desse termo.
Este livro dá-nos a conhecer mendigos, toxicodependentes, budistas, diretores de bancos, professores de Filosofia, mães adolescentes, desportistas… Ao passear pelos misteriosos caminhos dum bairro, descobrimos algo surpreendente: o que aconteceu para que um antigo mendigo da rua seja hoje um evangelizador ardente? Como se converte um alcoólico tão triste num santo feliz?
«Desejo afirmar, com mágoa», recorda o Papa Francisco, «que a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé».
Os pobres pedem, e os pobres dão. E ensinam-nos muito, porque, por detrás das suas vidas desafortunadas e feridas, brilha o esplendor de Cristo, que Se fez pobre e veio evangelizar os pobres. Deus atua mais naqueles que chamam por Ele dia e noite.
Estas páginas desafiam-nos a atravessar a ponte que nos une aos outros, aos que consideramos aleijados, àqueles de quem nos custa cuidar, aos que a nossa sensibilidade afasta, aos que nos parecem perdidos, àqueles que não gostaríamos que nos metessem em nossa casa, aos que nos dão pena mas pelos quais nada fazemos ao passar ao seu lado.
O mistério do outro está à nossa espera.
Falta-nos dar o primeiro passo.