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Desde muito cedo assumiu o desejo de ser padre, um bom padre. Não ficou sentado a assistir. Ajudou a construir casas e escolas, visitou os doentes nos hospitais. Salvou vidas, muitas vidas. Nunca virou a cara a um problema e nunca se absteve de apresentar a sua opinião, mesmo em questões fraturantes. Olhava nos olhos, falava de forma direta e clara. Foi discreto na ação, mas eficaz nos propósitos.
Para muitos portugueses, é uma personalidade desconhecida e não faz sentido que assim seja. Por isso este livro propõe-se dar conta da sua vida singular e das muitas experiências que enriqueceram a história da sua missão, contada por ele, pelos amigos, pela família e por antigos colaboradores, com recurso a notas escritas à mão e gastas pelo tempo, artigos de jornais, discursos e cartas.
Ficaremos a conhecer assim melhor a personalidade e a vida singulares do cardeal português D. Manuel Monteiro de Castro, um insigne pastor e soldado do Senhor.
Com prefácio de Jorge Sampaio
Nesta fascinante entrevista autobiográfica, Robert Sarah, um dos mais desassombrados cardeais da Igreja Católica, dá um testemunho ímpar da sua fé e comenta muitos dos acontecimentos, desafios e controvérsias das últimas décadas. A missão da Igreja, a alegria do Evangelho, os Papas, o mundo moderno, África e o Ocidente, a moral, a verdade, o mal e Deus – sempre – são alguns dos temas que o cardeal aborda com grandes clareza e sabedoria. O cardeal Robert Sarah nasceu e passou a sua infância na Guiné-Conacri, no seio de uma família coniagui. Inspirados no exemplo dos missionários espiritanos, que tanto se sacrificaram para levar a fé católica até à sua aldeia remota, os seus pais converteram-se ao catolicismo. Robert fez o discernimento da sua vocação para o sacerdócio e entrou para o seminário muito novo mas, devido à perseguição movida contra a Igreja pelo Governo ditatorial de Sékou Touré, um dos mais sanguinários de África, prosseguiu os seus estudos longe da terra natal, em França e no vizinho Senegal. Licenciado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, doutorou-se depois em Sagrada Escritura pelo Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém. Em 1979, aos 34 anos de idade, Robert Sarah tornou-se o bispo mais novo da Igreja Católica, quando João Paulo II o incumbiu de presidir ao arcebispado de Conacri. O seu antecessor tinha sido preso pelo Governo marxista da Guiné, que o manteve detido durante vários anos. Quando o arcebispo Sarah correu o risco de ser assassinado, em virtude da sua luta enérgica e corajosa pela liberdade dos Guineenses, João Paulo II chamou-o a desempenhar, em Roma, as funções de secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Em 2010, o Papa Bento XVI nomeou-o cardeal e escolheu-o para prefeito do Pontifício Conselho Cor Unum. Em 2014, o Papa Francisco nomeou-o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.