Segundo as testemunhas oculares
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“Qualquer hipótese explicativa do que sucedeu a 13 de outubro de 1917 deverá partir das testemunhas oculares. E, quanto mais variadas forem, no que toca à idade, à sua formação intelectual, às suas convicções religiosas (ou à ausência delas), aos seus locais de proveniência, tanto melhor no sentido de se chegar a um retrato o mais aproximado possível do que foi observado.
«A Igreja e a arte sempre caminharam juntas ao longo da história, deixando marcas tanto no património que herdámos como nas expressões contemporâneas que continuam a brotar do encontro entre a fé e a criatividade humana. [Esta] coletânea de textos […] nasce do desejo de valorizar essa relação e de reconhecer que, por vezes, a Igreja e o mundo artístico parecem seguir caminhos distintos, o que nem sempre facilita o diálogo […]. A ordenação cronológica dos documentos ajuda a perceber a continuidade e a evolução deste diálogo, desde o Papa Pio XII até ao Papa Francisco. Entre discursos, mensagens e homilias, encontramos reflexões sobre o papel da arte na evangelização, o sentido cristão da beleza e o contributo dos artistas para a cultura e a espiritualidade do nosso tempo.
[…] Embora dirigido principalmente aos artistas, este livro interessa também a teólogos, a estudiosos da relação entre a fé e a cultura e a todos os que procuram compreender o verdadeiro significado da beleza. Que estas páginas possam inspirar novos diálogos e novas obras de arte que sejam expressão da Bondade, da Beleza e da Verdade, cuja fonte última é Deus».