Questões essenciais para compreender o Apóstolo
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O Debate sobre São Paulo é uma obra essencial para quem quer que deseje conhecer o pensamento de um dos teólogos mais produtivos e mais interessantes das últimas décadas.
O primeiro capítulo aborda a questão da coerência teológica de São Paulo, particularmente a forma como o seu contexto judaico e a história de Israel que ele herdou interagiram com aquilo em que ele viria a acreditar acerca de Jesus, ou seja uma história cristológica. O segundo capítulo trata do debate sobre os antecedentes, origens e implicações da cristologia de São Paulo. No terceiro capítulo ganham especial destaque as questões da Aliança e do cosmos, as questões narrativas e apocalíticas. O quarto capítulo centra-se na questão de saber se a justificação pertence à soteriologia ou à eclesiologia paulina, ou eventualmente a ambas. Por fim, o último capítulo lança o debate sobre o método, tanto de São Paulo como nosso, ao mesmo tempo que apresenta a problemática da descoberta e da apresentação, mais uma vez tanto de São Paulo como nossas.
Este livro dá-nos a conhecer mendigos, toxicodependentes, budistas, diretores de bancos, professores de Filosofia, mães adolescentes, desportistas… Ao passear pelos misteriosos caminhos dum bairro, descobrimos algo surpreendente: o que aconteceu para que um antigo mendigo da rua seja hoje um evangelizador ardente? Como se converte um alcoólico tão triste num santo feliz?
«Desejo afirmar, com mágoa», recorda o Papa Francisco, «que a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé».
Os pobres pedem, e os pobres dão. E ensinam-nos muito, porque, por detrás das suas vidas desafortunadas e feridas, brilha o esplendor de Cristo, que Se fez pobre e veio evangelizar os pobres. Deus atua mais naqueles que chamam por Ele dia e noite.
Estas páginas desafiam-nos a atravessar a ponte que nos une aos outros, aos que consideramos aleijados, àqueles de quem nos custa cuidar, aos que a nossa sensibilidade afasta, aos que nos parecem perdidos, àqueles que não gostaríamos que nos metessem em nossa casa, aos que nos dão pena mas pelos quais nada fazemos ao passar ao seu lado.
O mistério do outro está à nossa espera.
Falta-nos dar o primeiro passo.