Criação de um santo e recriação da igreja
6,99 €
«Para aqueles que o admiraram durante a sua vida pelos ensinamentos sobre a paz e pelo compromisso que assumiu de abrir a sua Igreja milenar ao mundo moderno – para deixar entrar o ar e a luz e permitir que a mensagem profunda do Evangelho resplandecesse –, ele era uma personalidade única que irradiava uma aura de humildade, humor e santidade.»
Mas – perguntamos nós hoje, à distância de mais de meio século – como foi que um sacerdote piedoso do campo, nascido no seio de uma família de humildes agricultores italianos, conseguiu atrair a tal ponto o mundo inconstante, secular e agitado do seu tempo, e com tão grandes força e eficácia desde o seu tempo até aos nossos dias? E operar tão significativas e necessárias mudanças na Igreja Católica num pontificado de pouco menos de cinco anos?
Eis algumas das questões a que se propõe responder esta cativante biografia daquela que é unanimemente reconhecida como uma das mais destacadas e carismáticas personalidades do século XX.
Este livro dá-nos a conhecer mendigos, toxicodependentes, budistas, diretores de bancos, professores de Filosofia, mães adolescentes, desportistas… Ao passear pelos misteriosos caminhos dum bairro, descobrimos algo surpreendente: o que aconteceu para que um antigo mendigo da rua seja hoje um evangelizador ardente? Como se converte um alcoólico tão triste num santo feliz?
«Desejo afirmar, com mágoa», recorda o Papa Francisco, «que a pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé».
Os pobres pedem, e os pobres dão. E ensinam-nos muito, porque, por detrás das suas vidas desafortunadas e feridas, brilha o esplendor de Cristo, que Se fez pobre e veio evangelizar os pobres. Deus atua mais naqueles que chamam por Ele dia e noite.
Estas páginas desafiam-nos a atravessar a ponte que nos une aos outros, aos que consideramos aleijados, àqueles de quem nos custa cuidar, aos que a nossa sensibilidade afasta, aos que nos parecem perdidos, àqueles que não gostaríamos que nos metessem em nossa casa, aos que nos dão pena mas pelos quais nada fazemos ao passar ao seu lado.
O mistério do outro está à nossa espera.
Falta-nos dar o primeiro passo.