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Livro essencial para o debate que tenha como tema a criação do Universo e do Homem.
“O perigo que correm hoje todos os seres vivos por culpa da humanidade, e que é actualmente objecto de análise generalizada, conferiu uma nova urgência ao tema da criação. Paradoxalmente, porém, a narração da criação está quase completamente ausente da catequese, da pregação e até mesmo da teologia. As narrativas da criação permanecem ignoradas; referir-se-lhes já não é considerado conveniente. No contexto desta situação, resolvi, no início de 1981, assumir a tarefa de procurar elaborar uma catequese para adultos em quatro homilias da Quaresma na Liebfrauenkirche, a Catedral de Munique. Não pude nessa altura responder ao apelo de muita gente para publicar as homilias sob a forma de livro; não tive tempo de rever o texto resultante da transcrição que várias pessoas amavelmente puseram à minha disposição.”
«[…] um frade e sacerdote capuchinho que viveu no século passado, num pequeno convento perdido na província de Foggia, poderia dizer algo importante ao homem frenético e tecnológico do século XXI? A resposta afirmativa foi-me dada assim que li as palavras inflamadas que o Padre Pio dirigiu nos seus diálogos, na direção espiritual das pessoas comuns, às figuras mais importantes, aos seus confrades. E assim decidi-me a contar tudo isso através das suas próprias palavras, para evitar restituir um tal tesouro de humanidade e espiritualidade corrompendo-o ou adaptando-o.
A única operação de relevo que encontrareis é a escolha de agrupar essas pérolas de santidade por temas ascéticos, de vida interior, de vida de piedade, para tornar mais fácil a consulta. Escolhi espaçar os escritos em frases curtas, algumas lapidares e incisivas (segundo o seu estilo), para restituir ao homem de hoje, com imediação, o vigor e a profundidade das suas palavras que, como dardos, penetram no coração e na inteligência do leitor e provocam aquilo a que o Papa Bento XVI chamou a «cisão nuclear que o ser leva no seu íntimo», referindo-se ao ato de amor de Jesus que Se doa totalmente a nós no sacrifício da Cruz, renovado de forma incruenta na Santa Missa, transformando a violência em amor e por conseguinte a morte em vida.»
Claudio Aurelio Marcellino, na «Introdução»