Biografia Breve de Guadalupe Ortiz de Landázuri
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Guadalupe Ortiz de Landázuri foi sempre pioneira. Única rapariga da sua turma no colégio de Tetuán, foi uma das cinco que em 1933 se matricularam em Química na Universidade Central de Madrid, e uma das primeiras a seguir São Josemaría no seu empenho na difusão do chamamento universal à santidade de todos os cristãos. Mais tarde, atravessou o Atlântico para levar essa mensagem até ao México. Já em Espanha, defendeu a sua tese de doutoramento e dedicou-se à docência e à investigação.
Um decreto do Papa Francisco faz com que ela seja também o primeiro dos leigos do Opus Dei a subir aos altares.
Em tempos de conciliação entre a vida profissional e a vida familiar, de múltiplas urgências e exigências, de grandes oportunidades para a mulher, a sua vida surge como inspiração para quem procura o seu próprio caminho de santidade.
«[…] um frade e sacerdote capuchinho que viveu no século passado, num pequeno convento perdido na província de Foggia, poderia dizer algo importante ao homem frenético e tecnológico do século XXI? A resposta afirmativa foi-me dada assim que li as palavras inflamadas que o Padre Pio dirigiu nos seus diálogos, na direção espiritual das pessoas comuns, às figuras mais importantes, aos seus confrades. E assim decidi-me a contar tudo isso através das suas próprias palavras, para evitar restituir um tal tesouro de humanidade e espiritualidade corrompendo-o ou adaptando-o.
A única operação de relevo que encontrareis é a escolha de agrupar essas pérolas de santidade por temas ascéticos, de vida interior, de vida de piedade, para tornar mais fácil a consulta. Escolhi espaçar os escritos em frases curtas, algumas lapidares e incisivas (segundo o seu estilo), para restituir ao homem de hoje, com imediação, o vigor e a profundidade das suas palavras que, como dardos, penetram no coração e na inteligência do leitor e provocam aquilo a que o Papa Bento XVI chamou a «cisão nuclear que o ser leva no seu íntimo», referindo-se ao ato de amor de Jesus que Se doa totalmente a nós no sacrifício da Cruz, renovado de forma incruenta na Santa Missa, transformando a violência em amor e por conseguinte a morte em vida.»
Claudio Aurelio Marcellino, na «Introdução»