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Esta recolha das principiais homilias que proferiu enquanto prior de Santos-o-velho, o padre João Seabra aborda de forma incisiva quer os mais diversos acontecimentos da actualidade portuguesa e mundial, quer alguns marcos fundamentais da História, da doutrina e da liturgia da Igreja Católica, numa atitude que tanto é de resposta e esclarecimento como de interpelação e desafio aos fiéis, para que fundamentem e ponham em prática a sua fé. Ciente de que foi “chamado por Deus a dar testemunho de que nada neste mundo pode encher o coração do Homem, que não há sistema de valores ou ideais só mundanos que satisfaça o vazio de absoluto da alma humana” e de que “só Cristo tem palavras de vida eterna”, o autor afirma que esta obra é precisamente a sua pregação, “um testemunho vivo da vida de uma comunidade cristã, em Lisboa, nos anos do fim do milénio”.
«A Igreja e a arte sempre caminharam juntas ao longo da história, deixando marcas tanto no património que herdámos como nas expressões contemporâneas que continuam a brotar do encontro entre a fé e a criatividade humana. [Esta] coletânea de textos […] nasce do desejo de valorizar essa relação e de reconhecer que, por vezes, a Igreja e o mundo artístico parecem seguir caminhos distintos, o que nem sempre facilita o diálogo […]. A ordenação cronológica dos documentos ajuda a perceber a continuidade e a evolução deste diálogo, desde o Papa Pio XII até ao Papa Francisco. Entre discursos, mensagens e homilias, encontramos reflexões sobre o papel da arte na evangelização, o sentido cristão da beleza e o contributo dos artistas para a cultura e a espiritualidade do nosso tempo.
[…] Embora dirigido principalmente aos artistas, este livro interessa também a teólogos, a estudiosos da relação entre a fé e a cultura e a todos os que procuram compreender o verdadeiro significado da beleza. Que estas páginas possam inspirar novos diálogos e novas obras de arte que sejam expressão da Bondade, da Beleza e da Verdade, cuja fonte última é Deus».