4,49 €
A experiência do estado de coma prolongado de Joaquim leva Mariana, a mulher com quem casara e fora até então feliz, a questionar as suas até aí inabilitáveis convicções acerca da vida num turbulento processo de encontro consigo mesma durante o qual descobre a sua fé.
Através da troca de correspondência entre duas amigas, Mariana e Inês, o leitor acompanha a dor da evolução do estado de saúde de Joaquim a que Mariana vai dolorosamente assistindo, mas também a sua súbita descoberta da fé. Por meio de recaídas, desespero, esperança, evoluções e retrocessos, Mariana descobre-se a si própria e ao verdadeiro sentido da relação que até então vivera com o marido. Em permanente diálogo com a amiga Inês, que actua num quase registo psicanalítico mas sempre acompanhado pela transmissão da força da fé, a Mariana que nos é transmitida no fim desta obra é já uma Mulher mais rica, forte e segura de si e do poder da sua força interior, que é o que afinal lhe permite superar o período difícil da perda do homem que até então a acompanhara.
Deus Pregou-me uma Partida é, em síntese, uma narrativa de grande originalidade que entre-tece de forma ímpar o estilo confessional e a reflexão filosófica e espiritual acerca da vida e da fé permanentemente atravessados por um singular sentido poético ainda que em diálogo permanente com uma realidade adversa.
Nesta fascinante entrevista autobiográfica, Robert Sarah, um dos mais desassombrados cardeais da Igreja Católica, dá um testemunho ímpar da sua fé e comenta muitos dos acontecimentos, desafios e controvérsias das últimas décadas. A missão da Igreja, a alegria do Evangelho, os Papas, o mundo moderno, África e o Ocidente, a moral, a verdade, o mal e Deus – sempre – são alguns dos temas que o cardeal aborda com grandes clareza e sabedoria. O cardeal Robert Sarah nasceu e passou a sua infância na Guiné-Conacri, no seio de uma família coniagui. Inspirados no exemplo dos missionários espiritanos, que tanto se sacrificaram para levar a fé católica até à sua aldeia remota, os seus pais converteram-se ao catolicismo. Robert fez o discernimento da sua vocação para o sacerdócio e entrou para o seminário muito novo mas, devido à perseguição movida contra a Igreja pelo Governo ditatorial de Sékou Touré, um dos mais sanguinários de África, prosseguiu os seus estudos longe da terra natal, em França e no vizinho Senegal. Licenciado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, doutorou-se depois em Sagrada Escritura pelo Studium Biblicum Franciscanum de Jerusalém. Em 1979, aos 34 anos de idade, Robert Sarah tornou-se o bispo mais novo da Igreja Católica, quando João Paulo II o incumbiu de presidir ao arcebispado de Conacri. O seu antecessor tinha sido preso pelo Governo marxista da Guiné, que o manteve detido durante vários anos. Quando o arcebispo Sarah correu o risco de ser assassinado, em virtude da sua luta enérgica e corajosa pela liberdade dos Guineenses, João Paulo II chamou-o a desempenhar, em Roma, as funções de secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Em 2010, o Papa Bento XVI nomeou-o cardeal e escolheu-o para prefeito do Pontifício Conselho Cor Unum. Em 2014, o Papa Francisco nomeou-o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.