Antigo Testamento
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A Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura é um tesouro que somos chamados a descobrir e explorar para podermos crescer na compreensão e na vivência da fé. A primeira parte desse tesouro é o Antigo Testamento, o conjunto dos livros inspirados escritos pelo povo de Israel antes da vinda de Cristo, mas acolhidos pelos cristãos como parte valiosa e irrenunciável da Revelação. Desde os primeiros tempos da sua existência, a Igreja reconheceu no Antigo Testamento a preparação para o amor salvador de Jesus Cristo em favor de toda a humanidade. Ele pode ser visto, portanto, como uma crónica da Aliança que Deus estabeleceu com Israel para preparar o estabelecimento da Aliança definitiva em Jesus Cristo.
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«[…] um frade e sacerdote capuchinho que viveu no século passado, num pequeno convento perdido na província de Foggia, poderia dizer algo importante ao homem frenético e tecnológico do século XXI? A resposta afirmativa foi-me dada assim que li as palavras inflamadas que o Padre Pio dirigiu nos seus diálogos, na direção espiritual das pessoas comuns, às figuras mais importantes, aos seus confrades. E assim decidi-me a contar tudo isso através das suas próprias palavras, para evitar restituir um tal tesouro de humanidade e espiritualidade corrompendo-o ou adaptando-o.
A única operação de relevo que encontrareis é a escolha de agrupar essas pérolas de santidade por temas ascéticos, de vida interior, de vida de piedade, para tornar mais fácil a consulta. Escolhi espaçar os escritos em frases curtas, algumas lapidares e incisivas (segundo o seu estilo), para restituir ao homem de hoje, com imediação, o vigor e a profundidade das suas palavras que, como dardos, penetram no coração e na inteligência do leitor e provocam aquilo a que o Papa Bento XVI chamou a «cisão nuclear que o ser leva no seu íntimo», referindo-se ao ato de amor de Jesus que Se doa totalmente a nós no sacrifício da Cruz, renovado de forma incruenta na Santa Missa, transformando a violência em amor e por conseguinte a morte em vida.»
Claudio Aurelio Marcellino, na «Introdução»