Descrição
Dizia frequentemente São Josemaria Escrivá que era um sacerdote que só falava de Deus. E Álvaro del Portillo confirma-o desde logo na «Apresentação» deste conjunto de homilias da autoria do fundador do Opus Dei: «A falar de Deus, a aproximar os homens do Senhor: é assim que o vejo desde que o conheci, em 1935. Catequese, recoleções, retiros, direção espiritual, cartas breves e incisivas, que, em traços rápidos e nítidos, levaram paz a muitas almas. Nos primeiros meses de 1936, chegou a adoecer; os médicos diagnosticaram apenas cansaço: por vezes, pregava dez horas por dia. O clero de quase todas as dioceses espanholas escutou a sua pregação; os bispos chamavam-no e ele percorria o país, à sua própria custa – nos comboios daquele tempo –, sem outra paga além da amorosa obrigação de falar de Deus. […] As homilias recolhidas neste volume percorrem todo o ano litúrgico, desde o Advento até à festa de Cristo Rei. […] estão cheias [da] vinculação das preocupações comuns e, por isso, totalmente humanas, à transcendência de Deus. Os textos distanciam-se – serenamente, sem polémicas – daquelas visões esquizofrénicas que fundamentam a santidade num equilíbrio instável de uma vida dupla: a vida normal e a vida espiritual. Mas também rejeitam a tentação de espiritualizar de tal modo o que é humano que ele fique privado da sua complexidade própria, daquilo a que Mons. Escrivá de Balaguer chama o “risco da liberdade”: “Na linha do horizonte, parece que o céu e a terra estão unidos. Mas não, meus filhos; onde realmente estão unidos é no vosso coração, quando viveis santamente o dia a dia”».
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