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«A paixão de Cristo é o acontecimento mais dramático e misterioso da História. Nela adquirem uma relevância impressionante a dor humana no seu mais alto grau; o pecado na sua mais trágica repercussão; o amor na sua expressão mais generosa e heroica; a morte na sua mais cruel vitória e na sua definitiva derrota.» Mas a Páscoa não é um acontecimento do passado. A paixão, morte e ressurreição de Cristo continuam a suscitar pelo menos a perplexidade dos incrédulos, a quem convidam sempre a responder ao desafio gratificante da Fé; e os cristãos e a Igreja em geral revivem, ontem como hoje, em si mesmos, nas suas vidas, os acontecimentos desse mistério essencial do cristianismo: traição, abandono, condenação, zombaria, flagelação, injustiça, crucifixão, ódio, rancor… A resposta que Deus lhes pede, seguindo o exemplo de Cristo, é de perdão, amor, oração, silêncio, sabendo que através de tudo isso chegarão a ressurreição e o encontro com o amor e a felicidade que só Deus lhes pode dar.
A Arte de Ajudar recolhe a sabedoria dum grande mestre do acompanhamento espiritual – o Pe. José Kentenich (1885-1968), fundador do Movimento pedagógico e espiritual de Schoenstatt – e confirma essa sabedoria à luz da experiência psicoterapêutica comprovada de um dos mais conhecidos psicólogos americanos do século XX e um dos principais expoentes da psicologia humanista, Carl R. Rogers (1902-1987).
Como professor de Teologia Pastoral, Alexandre Awi Mello apercebeu-se claramente da necessidade de um maior desenvolvimento teórico e prático da psicologia pastoral como parte essencial da formação humana e pastoral dos teólogos e pastores. E está bem ciente de que o acompanhamento espiritual pode dar um contributo essencial para essa área do saber teológico.
Tendo vindo a aumentar em muitos lugares a procura de formação prática para a escuta de casais, jovens e todo o tipo de pessoas que chegam às comunidades procurando ser escutadas, aconselhadas e acompanhadas nos seus momentos de crise, de decisão ou em qualquer outra necessidade pessoal, é urgente que haja leigos, religiosos e sacerdotes que estejam efetivamente capacitados para prestarem um melhor serviço de acolhimento nas comunidades, colocando-se à disposição de quem os procura para oferecerem um valioso e insubstituível serviço de escuta ou de acompanhamento.