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Há muita gente, um pouco por todo o mundo, que ainda se interroga sobre quem realmente é o Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger, e o que pensa. Alguns temem uma espécie de restauração reaccionária da Igreja no seu pontificado, quiçá influenciados pela falsa imagem que foi transmitida de um «grande inquisidor» e desconhecendo a sua contribuição para as mudanças operadas na Igreja Católica pelo Concílio Vaticano II. Bento XVI tem surpreendido muitos dos seus críticos pela forma como tem desempenhado o seu cargo e pela sua vontade de diálogo. Peter Seewald conhece o actual Papa desde 1992, tendo sido seu interlocutor assíduo em encontros que marcaram para sempre a sua postura perante a vida e a fé. Jornalista ateu convertido ao catolicismo, Seewald retrata o homem Ratzinger num estilo e com uma documentação inteiramente originais, recorrendo a pormenores inéditos desconhecidos até à publicação desta obra.
Um conjunto de intelectuais e artistas de primeiríssimo plano, ligados a diferentes religiões e tradições culturais, aceitaram falar das suas reflexões pessoais acerca de Deus e dialogar sobre as respostas mais íntimas para as grandes interrogações da existência humana.
Martin Scorsese, Jane Fonda, David Lynch, Paul Auster ou Salman Rushdie revelam posicionamentos muito diferentes, que vão desde as conversas quotidianas com Deus e a perplexidade em relação à sua existência até à convicção de que Ele está total e friamente ausente.
«O catolicismo assumiu uma importância extraordinária em toda a minha vida, e diria que o meu cinema se tornaria inconcebível sem a presença da religião.»
Martin Scorsese
«Descobri a grandeza do universo cristão muito recentemente e fiquei surpreendida com a dimensão da ignorância que há a respeito dele.»
Jane Fonda
«[…] cada um de nós tem dentro de si o potencial para a revelação, e para intuir a presença do divino.»
David Lynch