Que segredos encerra a Última Ceia?
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«São Paulo ensina-nos que a Eucaristia remete para a cruz e a cruz remete para a ressurreição. O que os cristãos consomem na Sagrada Comunhão é a humanidade de Jesus, crucificada e ressuscitada. Tivemos acesso a ela por via da dor, mas recebemos a hóstia como penhor da glória eterna e, com ela, a graça para suportar o resto.
Mas só conseguiremos apreciar verdadeiramente tudo isto quando tivermos aprendido a ver “como era no princípio”, a ver como os olhos dos primeiros cristãos, que eram judeus e estavam a assistir ao final do mundo antigo, que conheciam bem, e ao nascimento de um mundo novo, a Jerusalém celeste. Este belo livro de Brant Pitre fornece-nos aquilo de que precisamos para essa apreciação do que foi, a fim de podermos ver, com ainda maior clareza, o que é “agora e sempre, e pelos séculos dos séculos”».
Scott Hahn, no «Prefácio»
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«Daqui a cinco horas vou ver Jesus», escreveu Jacques Fesch no seu último dia na Terra, aos 27 anos de idade.
Dois meses antes da sua execução, foi na cela de prisão em Paris que começou a redigir este diário íntimo destinado à filha Véronique, de apenas seis anos de idade. Sabendo que estava condenado, deu conta nestas linhas da vida dum homem que, dia após dia, via aproximar-se o seu último dia na Terra, mas que também dia após dia se foi aproximando cada vez mais de Deus. A aproximação do fim e a forma heroica e confiante como Jacques o enfrentou continua, ainda hoje, a conferir a este testemunho um valor incontestável e comovente.
Os anos foram passando. Aqueles a quem a discrição impôs durante algum tempo o silêncio do respeito passaram a falar com mais à-vontade. E uma nova edição deste texto tornou-se indispensável. Ei-la no presente volume, aprimorada e dando voz a novos testemunhos, relacionados de perto e de longe com a história dolorosa e trágica de Jacques Fesch. Embora com um enorme respeito pelo que saiu do segredo dos corações e das famílias, estes testemunhos mais recentes permitem perceber melhor a personalidade de Jacques e a sua conversão fulgurante na prisão.
Eis um impressionante testemunho de fé e esperança em Deus a que ninguém, sejam quais forem a sua idade e as suas circunstâncias de vida, poderá ficar indiferente.